Soneto de MorteAmanda Pimenta da Silva
Sim! Eu estou caindo em minhas chagas
Pássaros agitados me cercam
Enquanto eu caio, anjos me tocam,
E tua alma luzente, pois, vagas.
Em meu peito, duas belas adagas.
Lágrimas? Meus olhos sempre buscam!
Os olhares? De cura medicam...
'Morte feroz?' O coração indagas.
Grito ao longe, meu sangue derramo;
Avisto algo longe, então corro...
Queimo ao longe, e então não reclamo.
De que me serve, pois, teu socorro?
Pois como é a ti que eu eternamente amo.
Então eu sumo, eu sofro, eu morro.
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