terça-feira, 6 de julho de 2010

Minhas Poesias




As Minhas Poesias

Amanda Pimenta da Silva

Sim. Esta é outra de minhas inúmeras poesias.
Sei que não entendes nenhuma palavras delas, para você, não fazem sentido.

Ah, as poesias que escrevi e não te mandei. Palavras jogadas ao vento.
Poemas que ficarão arruinados daqui a um tempo.
Elas atravessarão os séculos, e ninguém as encontrará.

Ah, e as poesias que sequer escrevi. Doces, porém envenenadas palavras. Corroídas pelo ódio e melancolia.
O amor corroeu minha vontade de escrevê-las. E apenas nas minhas mais profundas memórias viverão.
Elas atravessarão os séculos, e ninguém as encontrará.

Ah, e as poesias que te mandei! Autenticas palavras de amor verdadeiro. Sem nenhuma grama de ódio ou ressentimento.
Aquelas que você não leu, jogou fora e não respondeu. Essas poesias ficarão perdidos no nada, no esquecido.
Elas atravessarão os séculos, e ninguém as encontrará.

Ah, e há ainda as poesias que declamei para você.
Aquelas que continham ingredientes para te seduzir quando eu quisesse. Ou derramar sobre sua face lágrimas de paixão e amor.
Aquelas poesias que guardou no fundo do seu coração, e lá permaneçerão.
Elas atravessarão os séculos, e ninguém as encontrará.

Abra seus olhos



Abra Seus Olhos

Amanda Pimenta da Silva

Um dia você irá me encontrar no fundo do poço.
Talvez me tire de lá.
E quando colocar seus dedos em meu pescoço,
Perceberá que estou morta.
Minha vida se esvaiu, e quem sabe chegue a hora
De abrir os olhos.
Criar asas.
Voar livremente.
Pois eu sei que um dia eu esquecerei seu nome.
E depois, meus olhos secarão, de tanto ficarem abertos.
A dor te sucumbirá.
E no calor do deserto morrerá.

Corra!




Corra

Amanda Pimenta da Silva

Corra,
Corra mais rápido que seus pés aguentem.
Corra mais rápido que seus pés suportem.
Corra mais do que jamais correu.
Corra para mim, meu amor.

Corra, apenas corra.
Não olhe para trás, não sou um ser.
Sou sua mente tentando te acordar.
Sou um fantasma querendo te ganhar.

Corra, corra mais rápido que ja correu.
Corra, corra como o vento que passa
E deixa seus cabelos ao sabor do Minuano.

Corra mais rápido que já viu
Corra mais rápido que já sonhou
Corra mais rápido que já pensou.

Corra! Mais rápido do que estais correndo agora!
Corra mais rápido do que sua respiração ofegante!
Corra, venha me buscar! Não olhe para trás!
Não sou um ser. Sou apenas um fantasma a te ganhar.

Soneto da Lua


Soneto da Lua
Amanda Pimenta da Silva

Então a lua cheia, prateada
Luta, imponente, ao céu despido.
Para mim, haveria mentido.
Sacrossanta, pois, desenfreada.

Nut, Deusa da Lua, presenteada
Guarda céu, eclipsado, unido.
Lembranças? Não havia ocorrido!
Era, pois, apenas uma luz dourada.

Eu a vejo, também meu amado.
A lua brilha no céu encoberto.
Lembro, pois, do sangue derramado.

Ao sons do luar? Deus, tudo quieto.
A lua fugiu, apaixonado!
Agora, pois, tudo é incerto!

Soneto de Morte


Feito em 2008. Por isso algumas rimas devem estar erradas, mas foi o que eu tentei. Nada profissional.
Soneto de Morte
Amanda Pimenta da Silva

Sim! Eu estou caindo em minhas chagas
Pássaros agitados me cercam
Enquanto eu caio, anjos me tocam,
E tua alma luzente, pois, vagas.

Em meu peito, duas belas adagas.
Lágrimas? Meus olhos sempre buscam!
Os olhares? De cura medicam...
'Morte feroz?' O coração indagas.

Grito ao longe, meu sangue derramo;
Avisto algo longe, então corro...
Queimo ao longe, e então não reclamo.

De que me serve, pois, teu socorro?
Pois como é a ti que eu eternamente amo.
Então eu sumo, eu sofro, eu morro.