
Soneto da Lua
Amanda Pimenta da Silva
Então a lua cheia, prateada
Luta, imponente, ao céu despido.
Para mim, haveria mentido.
Sacrossanta, pois, desenfreada.
Nut, Deusa da Lua, presenteada
Guarda céu, eclipsado, unido.
Lembranças? Não havia ocorrido!
Era, pois, apenas uma luz dourada.
Eu a vejo, também meu amado.
A lua brilha no céu encoberto.
Lembro, pois, do sangue derramado.
Ao sons do luar? Deus, tudo quieto.
A lua fugiu, apaixonado!
Agora, pois, tudo é incerto!
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